O tempo, esse enigma

O tempo e as crónicas da vida quotidiana cruzam-se e entrelaçam-se, às vezes criam nós. Daqueles que não se desfazem, não são nós, como tu e eu ou vocês e eu. São outros. Piores. O enigma do tempo é saber viver com ele sem que ele viva por cima de nós, aceitá-lo. Sinceramente eu tenho maus hábitos e  esqueço-me de que o tempo existe, lembro-me quando tenho sono e cada vez que vejo que sou obrigada a cumprir horários e horas. Sempre que tento organizar-me lembro-me do tempo, de outra forma passaria bem sem ele, obrigada. O tempo acumula-se, transforma-se. Não se ganha e perde-se sem parar!

Não sou uma grande noctambula e se me aborreço posso adormecer em qualquer lugar. Se tiver de trabalhar o meu cérebro faz das suas e desliga pelas dez da noite, mas agora… quando se trata de dar asas à minha imaginação o problema é conectá-la com a realidade. Porque ela não pára dia ou noite. Dá-me sonhos todos os dias, fantasmas noites a fim e ainda me deixa ficar aqui, à uma da manhã passada a escrever sobre o próprio tempo. Não é algo comum, acreditem. Porque dado o ritmo citadino sou obrigada, pelo senhor tempo, a dormir cedo e a escrever pela manhã. Não acredito que a criatividade seja mais pura, mas normalmente escrevo menos erros porque tenho mais atenção.

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