Jogos de ritmo

Se não puder explicar, pelo menos que possa escrever que não é malícia nem maldade. Também não é inocência nem falta de amor. São momentos construídos de espontâneo prazer, que não podem ser explicados ainda que sejam premeditados.

Quase sempre quando são imaginados não são concretizados e todas as vezes que acontecem, nascem no e do fruto duma frustração sem igual. Falta de acolhimento num momento urgente. É sempre a urgência que dita a velocidade com a qual se caminham a passos largos os dois pés juntos.

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De mim

O que podem dizer de mim todas as histórias infinitas que tento inventar, nas quais espero reinventar-me e ganhar uma nova vida. São elas a tradução duma frustração que ganho, dum momento que se estende e ao qual chamo de vida? Perdi-me dentro da casa à procura do mundo, pensando que os horizontes eram as paredes brancas que me embarcavam? Ou saí eu por aí afora, distraída e encontrei-me por acaso comigo mesma, entre duas taças de vinho e alguns olhares trocados. Um pouco de rímel e um toque de bâton. Esperava eu que um encontro causado comigo mesma fosse um lugar no qual finalmente poderia encontrar-me e dizer-me, como foi o caminho até hoje, sentir-me livre para mudar de estrada se esta me parece curta.

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