Viajar e linguajar

Durante estes dez e durante estes três anos, acumulei as viagens, os encontros. E claro, as memórias, as fotos, os bilhetes. Comecei uma nova experiência há um ano atrás e aproveitei os meses de experiência de animadora no voluntariado europeu, a curiosidade e as línguas, para ser animadora linguística. O que é isso? Nada de muito assustador, uma experiência imprevisível que depende do entendimento da equipa organizadora e do contacto com os estudantes. Se é preciso ter um carácter especial para lidar com os alunos? Sim, talvez. Mas no meu caso não se trata de nenhuma vocação especial. O nível de curiosidade era maior do que o nível de dedicação. Em geral as condições são: falar inglês correctamente e mostrar-se responsável face a certas irresponsabilidades.

Com isto fui durante três semanas animadora de jovens estudantes menores. Duas semanas durante o verão passado e uma semana em fevereiro, em Malta e depois em Inglaterra. Antes de me candidatar li várias experiências que não foram bem-sucedidas para outro/as animadores/as. Mas não tinha nada a perder concretamente ou apenas tempo. E o tempo apesar de tudo, custa dinheiro.

O resultado? Conheci os locais pessoas e sítios através deles, por mim e pelas estórias que trocámos entre animadores e professores, acompanhantes do grupo. Em Malta descobri um país que certamente não iria visitar por outro meio, porque é um país tão pequeno e tão perdido no mar, tão perto de Itália, que o certo seria conhecer a Itália sem nunca me aproximar da ilha. A temperatura ardente não marca apenas o temperamento dos malteses, mas também o corpo. Um misto de várias cores, de várias línguas e de muitos desentendimentos. Foi nesta experiência de ir sozinha numa viagem acompanhada que pude encontrar as belas paisagens talhadas pelo homem e sublimadas pela natureza. Entre um passado colonialista inglês e um passado histórico português, que descubro uma língua entre o árabe, o francês, o inglês e o italiano. Tudo isso e algo mais que me deve ter escapado à orelha, certamente. Quanto à Inglaterra, foi a agradável surpresa de viver com uma família. Em Malta os animadores restam em hotéis, o que quer que isso seja, naquele caso. Mas por isso mesmo o sul do país de gales, teve um outro gosto. De aprender um ritmo de vida diferente daquele que temos em Portugal e ainda mais do que levo aqui em França.

Espero agendar para breve novas rotas! Finalmente com os jovens resume-se a um acompanhamento diário, assegurar-se da segurança de cada um, discutir em inglês e incentivá-los a abrirem-se: às famílias com quem partilham a estadia e ao mundo, pois em tenra idade ficarão mais despertos para aprender o outro.

©Ryan McGuire
©Ryan McGuire
Imagem Editada ©Ryan McGuire
Anúncios

Um comentário em “Viajar e linguajar

Deixa o teu comentário !

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s